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30 de maio de 2009

Antes que alguém tente me enviar uma carta bomba... (Lua de Mel 3)

Aqui está a continuação hiperventilante de "A" Lua de mel, bjks ;D

[Edward]

Parte I

Era incrível como Bella sempre me surpreendia. Além de não ter a menor certeza da importância que tinha em minha vida, conseguia fazer com que o amor que eu sentia por ela aumentasse cada vez mais, com gestos simples, com palavras inesperadas. Sempre que eu achava impossível que meu coração comportasse mais coisas, ela aparecia com alguma surpresa que me pegava desprevenido.

Foi assim naquele momento em que ela confessou o que estava pensando de forma tão pouco calculada, embora ela sempre fosse mesmo muito transparente. Eu estava me preparando para algo diferente, por causa da reação inesperada que ela tivera durante o beijo, e ela terminou por me dar a opção que eu sempre quis que ela me desse: a de não passar pelo tormento de estar com ela e terminar por feri-la no processo.

Não foi uma decisão fácil de tomar. Ter algo muito precioso nas mãos e decidir correr o risco de perdê-lo, podendo aguardar um pouco para poder desfrutar dele de forma mais segura, mais completa... Que tolo faria isso a não ser alguém muito apaixonado... como eu? Mas agora que ela verbalizara seus pensamentos, as coisas se tornavam mais claras, e justificavam melhor o risco. Ela era humana. Queria essa experiência. Queria me dar essa experiência. Que eu tivesse como retirar dela tudo o que podia me dar, antes de mudar para sempre.

Aos poucos o pânico foi se dissolvendo da minha mente, e a vontade que sentia por ela aumentou, apagando o resto das minhas dúvidas temporariamente. Aquilo aumentou também minha confiança no meu controle. Talvez se eu me entregasse ao que sentia ao invés de lutar contra; se conseguisse canalizar a força de meu desejo ao invés de combatê-la...

E assim, ao invés de desistir, de confessar que não confiava mais no meu autocontrole, eu a trouxe para a casa em meus braços, tentando não segurá-la muito perto para que não sentisse frio. Enquanto carregava seu corpo leve, continuava a devorá-la com os olhos. A espera havia demorado muito, e agora eu me permitiria desfrutar do que nos fora negado por tantos meses. Intimidade absoluta.

Levei-a direto para o banheiro, mantendo as luzes apagadas. Eu não precisava de luzes, enxergava muito bem no escuro. Deixei-a em pé em frente ao chuveiro e sorri, mesmo sem saber se ela conseguia ver. Abri uma das torneiras e deixei a água quente, o máximo que poderia estar sem que ela se queimasse, e beijei sua testa de leve.
“Bella, amor. Se esquente um pouco, eu já volto. Você deve estar gelada a essa altura.”

“Um pouco”, ela concordou, enquanto deslizava com cuidado para dentro do chuveiro. Senti que ela relaxava ao contato da água quente, e lutei contra a vontade de me juntar a ela naquele mesmo momento. Tinha ainda algumas coisas a preparar.

Parte II

Voltei ao banheiro poucos minutos depois. Ela estava encostada na parede, que era de granito, deixando a água quente escorrer pelas suas costas. Parecia bem, grande parte da tensão dissolvida pelo calor e pressão da água, que era bem forte. O ambiente se enchera de vapor, criando uma névoa densa, e ali o cheiro dela ficava um pouco mais leve, quando misturado a tanta água no ar.

“Você tem alguma idéia de como é irresistível?” Eu perguntei, enquanto entrava no chuveiro, e me colocava entre ela e o jato de água, esquentando também meu corpo.

Ela se virou, e ergueu a cabeça ao olhar para mim. Busquei seus lábios com os meus com gentileza, testando seu humor. Era sempre imprevisível para mim. Ela me beijou de volta devagar, tocando meus lábios com a ponta da língua, fazendo caminhos, sem pressa. Eu amava essa nova faceta dela, que estava sendo despertada aos poucos, essa confiança, essa falta de timidez. Ela estava deixando a adolescência cada vez mais rápido. E nunca me pareceu mesmo uma adolescente; Bella sempre fora mais madura do que as outras garotas de sua idade. Isso compensava o excesso de timidez e insegurança que eram típicos dela. Eu amava sua seriedade, seu senso de responsabilidade, de conseqüência, a forma como se preocupava com sua família e com o bem-estar de todos, principalmente comigo, que tanto a fizera sofrer. Amava até mesmo seu silêncio, quando estávamos na escola, enquanto todos riam, brincavam e faziam barulho. Aquilo a aproximava de mim.

Aproveitei que o beijo a estava deixando sem ar e parei um pouco. Olhei em volta; o lugar onde ficava o chuveiro era enorme, as paredes eram todas de granito claro, ao lado tinha um pequeno jardim de inverno com folhagens e um banco de pedra. Levei o que trouxera na mão até lá, puxando-a pela cintura, sem desligar o chuveiro, o vapor funcionava como uma sauna, esquentando o ambiente. Senti um cheiro leve de suor, que vinha dela e melhorava ainda mais seu perfume, deixando-a ainda mais viva, mais saborosa.

Sentei no banco de pedra e coloquei uma toalha que molhara com água quente em meu colo, para diminuir o choque de temperatura. Fiz com que ela se sentasse sobre minhas pernas de costas para mim. Afastei os cabelos molhados, empurrando-os para a frente, deixando a visão plena de suas costas nuas. Comecei a deslizar as mãos pelas costas molhadas, sentindo os músculos se contraindo a cada toque. Eu queria que ela relaxasse, mas estava surtindo o efeito contrário.

Me inclinei para a frente, até que estivesse perto de sua orelha. “Bella,” sussurrei, “relaxe, não vamos ter pressa”.

“Não quero relaxar”, ela resmungou, com um toque de diversão em sua voz. “Na verdade meu corpo é quem não quer, eu não consigo evitar”. Agora eu ouvi o sorriso em sua voz, junto ao suspiro lento. Era melhor assim. A tempestade de suas emoções aparentemente estava se dissolvendo.

“Vamos resolver isso. Parece que Alice tinha algumas sugestões a nos dar, encontrei algumas delas espalhadas pela casa.”

“Ah, não!” ela respondeu, um pouco constrangida. “Aqui também?”

“Como assim também?” Provoquei. Imaginei que minha irmã teria reservado algumas surpresas para o guarda-roupa de Bella, mas não quis tocar no assunto, pois sabia o quanto aquilo a deixava envergonhada.

“Hum. Nada, você sabe como é a Alice. Sempre dando muitas sugestões.”

“Concordo. Mas devo admitir que gostei delas, dessa vez. Quase tanto quanto gostei do seu vestido de noiva.”

“Ah.” Ela não conseguiu encontrar mais nada para dizer. Devia estar terrivelmente vermelha. Confesso que para mim também era estranho estar com ela daquela forma, mas estava encantado com as descobertas. Tantos anos ouvindo comentários e piadas internas de Jasper e Emmet; finalmente eu podia entender algumas coisas por mim mesmo, sem precisar ficar sondando os pensamentos alheios, ou recebendo informações da vida íntima deles mesmo quando eu não queria.

E também... Era a primeira vez que eu amava tanto alguém assim. Queria que tudo fosse perfeito. E como ela nunca tinha feito isso com ninguém antes... Eu sabia o quão desconfortável poderia ser para ela se eu não tomasse cuidado.

“Seus olhos estão fechados?” Perguntei a ela.

“Sim.” Ela repondeu, um pouco desconfiada.

“Então eu quero que você relaxe. E eu quero conhecer seu corpo. Se – se você me prometer que não vai se descontrolar. Promete?”
“Não.”

“Essa é a minha Isabella. Eu gosto do seu nome assim. Bella é lindo, mas Isabella é mais clássico. Combina com você. Posso começar?”

“Aham”. Senti que o corpo dela estava tenso de novo, em antecipação. Dei uma risada rouca. De repente fiquei novamente muito consciente do corpo dela junto ao meu, sentada em meu colo... Seria muito fácil apenas afastar a toalha, me mover para junto dela, dentro dela. Mas não queria que fosse assim. Afastei os pensamentos em outra direção, e passei de novo as mãos pelas costas nuas, só que agora para espalhar um líquido que Alice deixara em um frasco no armário do banheiro. A substância era oleosa, com um perfume bastante agradável, e segundo a nota que ela deixara vinha de plantas e flores que cresciam na ilha. Ela deixou escapar um gemido.

“Não sabia que você também entendia dessas coisas,” ela comentou, com a voz baixa e entrecortada.

“Com você eu sempre tento ser muito humano, você sabe. Além disso, Carlisle é médico, ele me ensinou algumas coisas. E assisto filmes de vez em quando.”

“Que tipo de filmes você anda assistindo, hein?” ela perguntou, enquanto meus dedos iam encontrando pontos de tensão nos músculos e desfazendo devagar, com cuidado. Qualquer força a mais que eu usasse poderia machucá-la. Ela não sabia que isso também era um exercício para que eu soubesse até onde poderia ir.
“Você se surpreenderia,” respondi, provocando.

“Edward! Você não andou assistindo...” Ela não conseguiu terminar a frase, e não consegui conter as risadas. Depois que terminei de explorar suas costas, passei para os braços, me demorando na parte interna, onde a pele era mais sensível. Senti que a respiração dela e o coração iam se acelerando. Quando isso acontecia, eu parava. Ela se manteve o quanto pôde dentro da promessa de relaxar, mas eu sabia que estava ficado cada vez mais difícil. Eu ia saboreando suas reações, encantado; o óleo e o vapor camuflavam seu cheiro, tornando fácil a parte de me controlar; fiz uma nota mental para agradecer a Alice depois.

Quando terminei com os braços desci para as pernas, ela permanecia sentada em meu colo, então mudei de posição e a coloquei deitada de costas no banco, sobre a toalha, e me ajoelhei ao lado dela enquanto deslizava as mãos pelas pernas de cima a baixo até os pés, memorizando cada detalhe, cada imperfeição, cada dedo, a textura da pele, a firmeza dos músculos, as curvas, a delicadeza, a fragilidade dela sob minhas mãos. Percebi que algumas vezes a toquei com muita força, ela não reclamava, mas eu percebia; aos poucos fui aprendendo o que tinha que fazer, a pressão que podia usar, a forma que ela mais apreciava. O Leão e o cordeiro. Mas dessa vez era o próprio cordeiro quem se sacrificava. Se bem que, eu tinha que admitir, ela estava gostando bastante. Não parecia um grande sacrifício... Por enquanto.

Evitei outras áreas propositadamente, antes que o controle nos fugisse. A noite ainda era uma criança, e aparentemente a satisfação que ela alcançara enquanto estávamos na praia havia diminuído um pouco sua urgência. Quando me dei por satisfeito, ergui-a novamente, e a levei até o chuveiro, para que retirasse o excesso do óleo. Ao ver a expressão de prazer em seu rosto não consegui me conter, colei meu corpo no seu, sentindo a pele dela deslizar contra a minha, e a beijei até ficarmos ambos sem fôlego nenhum, enquanto as mãos delas deslizavam por mim já com certa desinibição; sem fôlego era modo de dizer, já que eu não respirava, mas meu peito queimava, e a boca ardia de desejo, seca. Quando falei, as palavras saíram com dificuldade, entrecortadas.

“Bella... assim... nós vamos... acabar pulando as etapas.”

“Etapas?” Foi só o que ela conseguiu balbuciar, enquanto colocava a mão no peito, como se estivesse sem ar depois de correr por muitos metros.
“Você vai gostar. Vai ficar quietinha?”

“Ei! Eu não fiz nada dessa vez! Você me agarrou!” Ela protestou, e estava certa. Eu é que havia me adiantado.

“É verdade. Vamos, então?”
Envolvi Bella com a toalha úmida, retirando o excesso de água da pele e dos cabelos, e a carreguei mais uma vez, até o quarto. Em meus pensamentos, torcia para que tudo desse certo até o final.

[Bella]

Bem, eu podia estar em silêncio, como sempre, sem palavras como sempre, mas isso não significava que eu não estava com a mente em um turbilhão de palavras, sentimentos e sensações como nunca antes em minha vida. E era sempre ele quem causava isso, Edward, o meu deus particular, perfeito, o vampiro perigoso e apaixonado dos meus sonhos. Estar vivendo aquilo com o qual eu tanto ansiei era indescritível. E quando eu achava que não podia ficar melhor, ficava. E ele ainda dizia que tinha outras coisas guardadas...

Se eu não enlouquecesse completamente naquela noite, isso nunca mais aconteceria. De certa forma as dúvidas e inseguranças tinham ficado para trás; naquele momento só nós dois existíamos. Eu, deitada ali, com as mãos firmes e geladas dele escorregando pelo meu corpo todo, me esforçando como nunca para cumprir a promessa de relaxar, entre os arrepios, calafrios e espasmos que me ameaçavam cada vez que ele chegava perto de algum ponto mais sensível, e que em determinado momento parecia ser meu corpo todo.

Às vezes minha mente perdia a concentração e eu achava que iria pular em cima dele a qualquer instante, esquecer todo o resto e consumar aquilo que meu corpo pedia, implorava. A espera, a antecipação, a expectativa, tudo se condensava em uma dor física que atingia meus pontos mais vitais. Mas eu me controlei e forcei a mente a se acalmar, e o corpo foi realmente relaxando sob o toque dos dedos frios, sob o reconhecimento gentil dele de como era meu corpo. Aproveitei o momento de calma para realmente olhar para ele pela primeira vez em sua plenitude, ajoelhado ao meu lado.

Apesar da falta de luz, um pouco do luar se infiltrava por janelas de vidro estrategicamente colocadas em vários lugares da casa, e eu podia ter uma visão do corpo perfeito, dos músculos bem desenhados e rijos, sem uma cicatriz, sem uma imperfeição. O rosto mostrava a concentração dele em meu próprio corpo, e pela primeira vez não me envergonhei. Eu pertencia a ele. Era natural que ele estivesse curioso... Mais até do que eu.

Quando ele retirou a pulseira do meu braço eu me perguntei o que ele pretendia dizer com aquele gesto, mas a curiosidade foi suplantada por uma certeza; não importava nada do que eu havia sentido por Jacob no passado; naquele momento eu era completamente dele, e nada mais poderia me afastar do agora e de toda a sua imensidão. Eu sempre pertenci a Edward Cullen, e pertenceria para sempre. Aquela noite era apenas uma confirmação disso.

Quando ele me carregou para o quarto, pediu que fechasse os olhos; obedeci. Senti, ao chegar, que o quarto tinha um pouco de claridade, ele devia ter ligado alguma luz. Edward me sentou delicadamente na cama, e eu senti o calor que emanava do ambiente, como se um aquecedor estivesse ligado... A falta do corpo frio dele, quando ele se afastou, foi sentida imediatamente; uma linha fina de suor se formou em minha testa. Ouvi um som discreto de vidro e líquido, e em poucos segundos ele se sentou ao meu lado, encostando o corpo no meu, aliviando o calor.

“Pode abrir os olhos”, ele disse. Quando eu abri, fiquei sem palavras. O quarto brilhava com uma infinidade de velas acesas dentro de candelabros de vidro, e o calor que emanava das pequenas chamas impedia que eu sentisse tanto frio ao lado dele. Ele tinha deixado uma garrafa de champanhe na mesa de cabeceira ao lado dele, e duas taças cintilavam à luz das velas, já cheias pela metade. Ele sorria.

“Acho que não aproveitamos muito bem nosso brinde de casamento, Sra. Cullen. Que tal repetir?” Ele me estendeu uma das taças, e segurou a outra. Seus olhos estavam solenes e brincalhões ao mesmo tempo; como eu amava aquilo! Malicioso, também. Percebi que seus olhos percorriam meu corpo em relances.

“Acho que seria apropriado”, eu respondi, corando.

Ele inclinou o corpo na minha direção, trazendo a taça perto da minha. E ao que você deseja brindar, Bella?”

Pensei um pouco, enquanto me deliciava com o hálito doce que emanava dele, melhor do que qualquer champanhe. “Ao que seria mais óbvio?”, perguntei. Minha voz estava rouca, e eu senti sede.

“A nós, eternamente.” Ele respondeu como se tivesse lido meus pensamentos. Corei mais violentamente ao ouvir aquelas palavras finalmente ditas e se transformando em realidade...

Nossas taças se tocaram em um movimento rápido, e eu, como sempre, desastrada, fiz metade do líquido de minha taça se derramar sobre mim. Fiz menção de me secar com um dos lençóis da cama, mas Edward me impediu. “Espere. Você sabe que eu não aprecio muito o gosto das bebidas mesmo... O mais divertido não é o que estou bebendo no momento, mas como,” e deu um sorriso absolutamente diabólico, antes de se inclinar sobre mim para provar com a língua as gotas que escorriam por meu corpo. Tive que me segurar para não pular mil vezes com o toque frio deslizando por mim; sentia o rosto pegando fogo. Quando ele terminou, eu estava com a respiração totalmente instável, e com certeza estava tendo uma arritmia, porque eu sentia que às vezes meu coração esquecia de bater. Ele me manteve o tempo todo sentada, com as pernas entreabertas, para que pudesse ter acesso a todos os lugares por onde o champanhe escorrera. Não sei como não desmaiei. Talvez tenha desmaiado sem perceber.

Ele se sentou novamente, sorrindo.
“Delicioso. O melhor brinde que eu já fiz. Você tem que tomar o seu”, e então ele encheu minha taça novamente até a borda, e me entregou. “Beba tudo. Quero ver o que acontece”.

“Como assim?” Perguntei desconfiada. Ele apenas riu, um riso quente. Fiquei quieta esperando uma resposta.

“Álcool é um inibidor químico. Só que a primeira coisa que ele inibe no organismo humano são os inibidores naturais, que reprimem vocês. Por isso vocês ficam relaxados e desinibidos quando bebem. Acho que vai ser bom, afinal eu quero você completamente desinibida. Já que vamos aproveitar...” E dizendo isso, ele piscou um olho, o rosto transbordando sugestões.

“Ei, eu não costumo beber, você sabe! Posso passar mal...” Tentei escapar da experiência, mas minha própria voz não tinha muita convicção. Eu estava começando a achar a idéia atraente, apesar de pensar que gostaria de passar pela experiência o mais sóbria possível...

“Eu cuido de você. Vá, seja uma boa menina. Tome tudo”, e novamente me estendeu a taça. Dessa vez encarei o desafio, e bebi tudo de uma só vez. O calor do álcool explodiu em minha garganta, me levando às lágrimas e me fazendo tossir. Que romântico. Onde eu estava com a cabeça? Nunca bebera assim na minha vida, exceto um ou dois goles em alguma comemoração. Ele sorriu e encheu a taça de água. Me entregou. Bebi rapidamente, por causa da sede. Depois ele encheu novamente com mais champanhe. Inspirou profundamente, sentindo o aroma da bebida.

“É bom”, ele disse. “Mas nem se compara com você. E é melhor quando está derramado na sua pele. Aí fica quase perfeito”.

“Quase?” Me perguntei em que poderia melhorar.

“É, quase. Só é perfeito quando não tem nada em cima de você para atrapalhar. Mas aí é mais difícil eu me segurar...” ele disse em tom casual, como se as conseqüências de ele não se segurar não fossem nada demais. Era intrigante e ao mesmo tempo um pouco assustador conviver com aquele lado despreocupado de Edward. Afinal, ele era o predador.

Ele me entregou a taça e eu bebi novamente fazendo uma careta. O gosto era amargo e desconhecido, mas começou a me causar um bem-estar no estômago, e bebi com mais calma e mais devagar dessa vez. Ele me fez beber mais uma taça cheia, sempre alternando com água.

“Para que tanta água?” Perguntei, curiosa.
“Para não desidratar. É por isso que vocês passam mal quando bebem.”
“Ah”. Parecia fazer sentido, e eu estava mesmo com sede. Aos poucos senti a cabeça leve, e um calor com formigamentos se estendendo sobre minha pele. Senti o quarto rodar um pouco, e vontade de rir. Ele me olhava atentamente o tempo todo, sem perder um segundo, às vezes sorria.

“Edward Cullen, você não precisa disso para me seduzir”, eu protestei, rindo um pouco. A bebida tinha subido bem rápido em meu corpo inexperiente.

“Eu sei. Mas acho que vai ser interessante”, e dizendo isso ele me deitou de costas na cama, me ajeitando sobre os travesseiros. Depois se deitou ao meu lado, e me puxou de encontro ao corpo dele, se colando a mim, a cada curva. Ficamos os dois com os corpos entrelaçados, deitados de lado. Minha respiração falhou, e eu puxei o ar com força. Ele passeou uma das mãos com preguiça pelas minhas costas.
“Nervosa?” Ele perguntou, impassível.
“Um pouco”, admiti.

“Não fique. Somos feitos um para o outro.” E então ele começou a me beijar, e meu corpo pegou fogo ainda mais rapidamente. O álcool fazia efeito, e as sensações que ele me causava se intensificavam. Percebi que deixava minha timidez de lado, e explorei o corpo que tanto me encantava já com alguma familiaridade, tocando todas as partes dele, traçando as linhas com a ponta dos dedos, como ele fazia, chegando perto das partes mais escondidas, partes que antes eu morria só de pensar em tocar. Ele também gemia baixo em algumas passagens, e em uma ou duas vezes disse meu nome com a voz rouca, quase inaudível, não mais do que um sussurro. Em poucos minutos, estávamos os dois ofegando. Quebrei o beijo que ele me dava para buscar ar. Ele se apoiou em um dos braços e ficou me observando, enquanto os dedos passeavam por minha barriga.

“Você fica linda assim, sabia? Me pergunto se consegue ficar mais linda do que isso... Mas pretendo descobrir.”

“Ah é? Como?” Perguntei, antes que pudesse compreender o que estava por trás das palavras dele.

“Observando seus olhos e seu rosto quando eu estiver dentro de você”, ele respondeu, tranqüilo, como se estivesse me dando bom dia.

Engoli em seco. Observei como meu peito subia e descia com a respiração acelerada, meu pulso parecia um tambor. Sentia a testa suada apesar do corpo frio dele, que já não me incomodava. Eu estava com medo do desconhecido, mas meu corpo inteiro pulsava pedindo por aquilo. Ele me tocava como se tocasse um piano, extraindo de mim uma melodia, um ritmo. Fiquei me perguntando como seria quando estivesse se movendo dentro de mim. De repente não quis mais esperar. Eu queria saber.

“Acho que está na hora de descobrir, então. Ou você quer esperar mais um pouco?” Eu perguntei, temerosa da resposta.

“Não, acho que eu não quero mais esperar.” E dizendo isso, ele se ergueu sobre mim e se deitou sobre meu corpo num movimento perfeito, com cuidado, para que eu me acostumasse com o frio do corpo dele sobre minha pele quente. Ele me abraçou e enterrou o rosto em meu pescoço, em meus cabelos, dando pequenas mordidas que me faziam pular de encontro ao corpo dele buscando, implorando. Eu mal sabia que aquilo era apenas o começo.

karol

P.S: É, acho que estou sendo má mesmo :/
Vocês não tem nem idéia do que está por vir ;D

10 comentarios:

_Flávia Tavares_ disse...

você é LOUCA?! eu vou procurar meu advogado... nos temos nossos direitos!!! como vc pode fazer isso com a gente?! coloca o resto dessa fic antes que eu tenha um treco!!! eu tava parecendo uma asmática lendo essa parte...ai meu Deus me de forças!!!

"Vocês não tem nem idéia do que está por vir ;D "

isso é tortura psicologica!!!! o que pode ser pior que isso? o que tem mais? o que ainda vai acontecer!!!

ai eu estou tendo um surto!!!

_Flávia Tavares_ disse...

ai vc tem sorte de eu não saber onde vc mora... agora que vc deu a ideia da carta bomba... se eu não tinha problema do coração agora estou tendo!!!

karol* com medo das ameças -mentira- disse...

Eu estou começando a ficar com pena de vocês...

Vocês estão implorando tanto :/
Talvez eu poste mais um pedacinho a noite =p

_Flávia Tavares_ disse...

eba!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ai meu Deus obrigado!!! nem acredito!!! cade a monique minha companheira de escandalos dramaticos?
sempre soube Karol que vc não era tão má assim!!!

Marcela de Vasconcellos disse...

“Você fica linda assim, sabia? Me pergunto se consegue ficar mais linda do que isso... Mas pretendo descobrir.”

“Ah é? Como?” Perguntei, antes que pudesse compreender o que estava por trás das palavras dele.

“Observando seus olhos e seu rosto quando eu estiver dentro de você”, ele respondeu, tranqüilo, como se estivesse me dando bom dia.
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Essa parte realmente acabou comigo...g-zuiz!!!!

Como pode???
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KArol se você não postar o resto dessa fic em 24 horas eu juro que te cato onde for e te mato...!!!!

Andreia Godinho disse...

Olá gente!

Fico feliz que todas estejam a gostar...

E sinto-me mesmo bem por vos ter enviado o texto...

Eu já li esta Lua de Mel umas boas de vezes até ao fim (tenho um print na minha mesa de cabeceira!!!), mas... é que sem namorado, a ler isto fica meio que dificil aguentar a 'coisa'...

Adorei essa mesma passagem que a Marcela!

"Observando seus olhos e seu rosto quando eu estiver dentro de você"

Isto é demais...

O Homem que me 'levar' tem no mínimo que fazer algo idêntico... nem que o obrigue...

;D

_Flávia Tavares_ disse...

aiaiai nem fala Andreia você caiu do céu com essa fic!!!

ele é tão forte e tão amoroso ao memo tempo... as vezes me pergunto se a Stephenie Meyer não se inspirou em alguem quando escreveu o Edward... juro que iria atras de uma cara assim.... mais ai me lembro que ele é perfeito d+ para existir!!!

Andreia Godinho disse...

Eu também corria atrás de um 'moçoilo' assim...

Se fosse metade de 'Edward' já era um grande Homem... que nos faria muito feliz...

Eu simplesmente adoro a complexidade desta personagem... os conflitos internos, a maneira de pensar...

Olha se a Steph o escreveu assim... é porque deve conhecer alguém ou muitos 'alguém' onde se tenha inspirado!

Onde estão eleeeeeeeessssssss?!

; )

Karol - A Menina que Roubava Cookies disse...

"KArol se você não postar o resto dessa fic em 24 horas eu juro que te cato onde for e te mato...!!!!"

Eu sabia que vocês iam ficar desequilibradas com essa fic. Eu não coloco tudo de uma vez pelo bem da sanidade de vocês :p

Monique Feels Tudo isso disse...

Flávia, estou aqui, pelo que vi a Karol já publicou mais uma parte.

Vamos fazer o combinado: Se ela não postar a próxima parte em menos de 12 horas eu te dou o endereço dela.
Ou melhor, EU mesma mando a carta-bomba para ela. Não se preoculpe. ;)

Meus Deus O que foi isso que eu acabei de ler?
Tô em estado de êxtase que vcs não queiram nem saber...

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